Estrangeiros numa cidade que acorda – inconsciente, mal-estar e polifonia, por Renata Mattos Avril

Foto montagem: acampamento temporário de estrangeiros em novembro de 2020 na Place de la République, em Paris, e abrigo Rondon II, em Boa Vista

Foto montagem: acampamento temporário de estrangeiros em novembro de 2020 na Place de la République, em Paris, e abrigo Rondon II, em Boa Vista

Estrangeiros numa cidade que acorda – inconsciente, mal-estar e polifonia

Renata Mattos Avril

Num momento e contexto histórico-político-social em que, diante de uma pandemia com proporções nunca antes vistas e em que, num primeiro momento, circulou a falsa impressão de que, face a ela, “somos todos iguais”, que ela “atinge todas as pessoas de forma democrática”, é importante refletir sobre qual seria o ponto que, de fato, nos atravessa e nos aproxima enquanto seres falantes. Por certo, a ilusão de uma igualdade face aos efeitos e desarvoramentos físicos, subjetivos e sociais causados pela pandemia do Covid-19 visa camuflar, em vão, a disparidade de desigualdades sociais desde sempre presentes na cultura – em especial na cultura brasileira.

Os gritos de revolta e resistência política que têm se feito ouvir atualmente por diversos movimentos identitários, tidos como “minorias” (mas que são, de fato, a maioria oprimida da sociedade), tocam insistentemente nesta tecla. Não há, nem houve, igualdade social face às destruições oriundas da ação colonialista, capitalista, excludente, racista e sexista que domina há tantos séculos o mundo ocidental. Esta verdade, vivida na pele por tantos, é agora, talvez mais do que nunca, escancarada. Não somos todos socialmente iguais e atingidos da mesma forma pelas catástrofes que uma parte da humanidade construiu em sua sede de poder a todo custo.

Não nascemos iguais, sob as mesmas condições e possibilidades de acesso à cultura, educação, saúde e cuidados básicos para sobrevivência e para, além dela, construir uma vida. Nem tampouco morremos nas mesmas condições. As disparidades de realidades encontradas em países, cidades, hospitais públicos e particulares, comunidades e periferias não permite mais, de maneira alguma, se acreditar num discurso que queira afirmar que existe neste momento pandêmico uma “democracia” na vida e na morte.

O que, então, nos une, nos liga, em nossa condição humana? E no que uma tal reflexão poderia contribuir para criar respostas às desigualdades sociais que visem um diálogo entre nossas diferenças para a construção de uma pluralidade de vozes, vozes singulares e distintas que podem caminhar juntas?

Das inúmeras respostas possíveis a essa ampla questão, me aterei aqui a uma reflexão que caminhará pela via da radicalidade da concepção de inconscientei e da proposição de um mal-estar na Culturaii, que nos atravessa a todos, para propor um questionamento sobre nossa condição estrutural de estrangeiros e, por fim, sobre quando ser estrangeiro passa a despertar o ódio e a violência social e institucional. Que respostas são possíveis, construindo laços, à condição inerente de estrangeiros em nós e, socialmente, para além de nós?

Por um lado, o conceito freudiano de inconsciente nos indica um estrangeiro em nós mesmos, evidenciando que o sujeito se constitui como uma resposta ao Outro, ao real do Outro, e igualmente, como indicará Lacaniii, à invocação da voz para se tornar humano. Por outro lado, e na mesma via, o inconsciente nos dá notícias de nossa filiação nesse campo de alteridade absoluta. Já a concepção freudiana de um mal-estar na cultura aponta para uma perda no momento da entrada do sujeito na linguagem que o obriga a uma conciliação pulsional, entre pulsão de morte e pulsão de vida, que deixa marcas profundas nos atos dos sujeitos e no estabelecimento do laço social.

Nós nos tornamos sujeitos pelo movimento de alienação e separação estruturais e estruturantes diante do Outro. Ponto que Freud aponta desde os primórdios de sua construção teórica, no “Projeto para uma psicologia científicaiv”, de 1895, e que se dá a partir de um grande desamparo e que fornece a base dos conflitos morais (que lemos como éticos, no sentido da ética que rege o sujeito) com os quais o sujeito se deparará posteriormente em sua vida – subjetiva e coletivamente. Há, portanto, na estrutura mesma da constituição do sujeito uma dimensão de mal-estar e uma condição de ser estrangeiro face ao inconsciente e à palavra, ao significante. É diante disso, ou melhor, com isso, que o sujeito deverá encontrar modos subjetivos de responder para se constituir e fazer ressoar sua voz na polifonia de vozes socio-político-cultural na qual vivemos.

Do encontro do bebê humano em sua condição real e desprovida ainda de qualquer sentido e possibilidade de dar conta de si mesmo (em seu desamparo radical) com algo que lhe é heterogêneo, pela transmissão da linguagem e da ordem simbólica, surge, pela perda de um objeto de satisfação absoluta, a possibilidade de uma satisfação parcial e da constituição de uma imagem de si pelo que tal satisfação propicia passando pelo corpo. Em outros termos, dessa ressonância primeira entre simbólico e real, que os funda, o imaginário surge como efeito o mais imediato.

Trata-se de um processo que envolve a perda, a expulsão da Coisa, das Ding – real, contínua e constante –, que, neste momento mesmo, incitará a organização do psiquismo e a fundação do sujeito, mas não sem que seja exigido igualmente, e em um a posteriori, a possibilidade de um juízo fundado pelas informações sobre o próprio corpo. A expulsão da Coisa marca, portanto, a instauração do funcionamento do psiquismo enquanto tal, do sujeito do inconsciente, e esta estrutura constante para sempre irrepresentável se colocará como orientação tanto na obtenção de uma vivência de satisfação quanto naquilo que o sujeito poderá ter como sentido de si, instaurando nele uma ritmicidade marcada pela falta e pelo descontínuo. Deste momento inaugural, um mal-estar restará, mais ou menos silencioso ou ruidoso, tanto no sujeito quanto no campo da Cultura, de onde ele se extraiu, passando a nele atuar.

Nessa experiência originaria de fundação do sujeito, tem-se a inscrição de um traço que se atrelará à repetição: a “repetição está enraizada neste unário original, que, como tal, este unário está estreitamente colado e coextensivo à própria estrutura do sujeito, enquanto ele é pensado como repetindov”. Repetição que, já em Freudvi, se liga ao mais além do princípio do prazer, a algo que diz respeito não ao eu, mas ao sujeito, ao pulsional e ao real do gozo. Esta marca primeira não é carregada de sentido, posto que é apagada, e nisso se encontra sua função, “traço justamente tanto mais distintivo quanto está apagado quase tudo o que ele distingue, exceto ser um traçovii”, permitindo o destacamento no corpo do infans de um objeto, que o retira de sua própria condição objetal. O apagamento do traço pressuporá o nascimento e a articulação do significante, sendo, ainda, um ponto a partir do qual o sujeito poderá se contar, construindo uma temporalidade e, também, a possibilidade de construir identidades. E isso sem que o sujeito fique nelas colado, já que é próprio do inconsciente as dimensões de metáfora e metonímia, de deslocamento significante.

Com Freud, já no “Projeto”, temos importantes indicações que entrelaçam esta questão com o campo da voz e da invocação a partir da instauração de uma ritmicidade singular do sujeito em sua relação à Coisa. Esta, enquanto perdida na mais pura radicalidade, impõe um fora do tempo, um sem tempo, que é causa da própria temporalidade possível do sujeito. Descontínuo, o sujeito pode responder a um apelo contínuo, colocando-se à distância desse impossível através da linguagem e das criações linguageiras. Um contorno desse vazio – pela via da voz, colocando a voz do Outro em suspensão e à distância – faz barragem à violência mesma da voz, podendo trazer vestígios dela por uma via estética que, eticamente, dá lugar à voz única e a se fazer escutar que o sujeito porta sem saber. Um fazer com o que há de infamiliar, estranho, estrangeiro, dissonante em si.

Coletivamente, o que se coloca em cena é uma polifonia de vozes que, em suas singularidades, respondem ao mal-estar constitutivo que se localiza na Cultura. Mal-estar nos sujeitos, no corpo dos sujeitos. Mal-estar na Cultura, no corpo da Cultura e nos espaços sociais que portam suas (nossas) marcas. A singularidade da voz pode, por vezes, encontrar pontos de convergência, de identificação, com outras, costurando laços que buscar um fazer comum ou compartilhado diante do mal-estar.

É preciso, no entanto, retomar a concepção de mal-estar na Cultura ressaltando que tal proposição merece ser lida em nossos tempos sob um olhar crítico, tal como o foi feito quanto aos textos-pilares da psicanálise freudiana “Psicologia das massas e análise do euviii” e “Totem e Tabuix”em ensaio recentemente publicado por Tania Riverax. Em “Por uma psicanálise a favor da identidade”, Rivera elabora uma reflexão atual e pertinente que toca diretamente a questão das polifonias de identidades no corpo da Cultura e da sociedade, problematizando e contextualizando o referencial freudiano e o contrastando com a realidade social brasileira.

Os escritos de Freud sobre a Cultura, além de nos trazer importantes contribuições sobre a condição humana, nos fornece também um panorama sobre como determinadas questões sociais puderam ser articuladas e ouvidas em sua época. O que nos convida, portanto, a igualmente dialogar e problematizar a nossa época.

Em “Mal-estar na cultura” o prisma freudiano deixa entreouvir uma concepção mítica da origem da cultura na qual a questão da agressividade, mesmo da pulsão de morte, direciona um ato inaugural que coloca um limite ao gozo absoluto que irá propiciar um laço entre os sujeitos. É o que o mito da horda primevaxi põe em jogo em um primeiro plano. Porém, ele deixa transparecer igualmente a exclusão de certos sujeitos na partilha cultural, neste caso, as mulheres, enquanto que há a organização dos outros sujeitos, os irmãos, em torno de uma identidade que os une. Encontramos neste mito a gênese cultural da dicotomia entre “nós” e “eles” que pode se prestar à segregação e à orientação da agressividade e do mal-estar a quem é diferente das bases identificatórias de um grupo.

A proposta inovadora de Tania Rivera é a de ouvirmos, com a psicanálise, as identidades – sobretudo as que estão agora se levantando no cenário sociopolítico brasileiro como vozes dissonantes à opressão e às desigualdades –a partir do que elas podem mobilizar para a aceitação da diferença do outro:

Diversos movimentos identitários surgiram e fortaleceram-se recentemente no jogo político do país em reação a tal discurso pseudo-desidentitário, que oculta as opressões para melhor exercê-las. Eles tomam hoje importante papel crítico e de mobilização contra a desigualdade, a opressão e as práticas genocidas que marcam nossa história e nosso presentexii.

Assim, é preciso colocar em pauta uma escuta dessa pluralidade de vozes levando-se em consideração que há algo intrinsecamente humano que nos une em nossa condição de seres falantes e, também, algo que distingue sócio-historicamente os sujeitos e que passa pelas posições identitárias, pela diferença, e em como estas são oprimidas ou aceitas. Recorro novamente às considerações de Rivera:

De fato, recusar a identidade em nome da alteridade, da diferença e da singularidade, hoje, é ignorar que se trata, com o recurso a significantes identitários, justamente de afirmar diferenças secularmente denegadas por discursos pseudo-desidentitários que relativizam a cor da pele pela afirmação de uma mestiçagem generalizada e despistam a violência de gênero através de uma suposta libertinagem carnavalescaxiii.

Não se trataria, contudo, de um congelamento do sujeito em uma identidade, mas sim de, ao se tomar posição afirmando a diferença por certos traços identitários, poder fazer valer uma ética e uma política pautada na aceitação e coexistência das diferenças no laço social, advertidas daquilo que nos aproxima enquanto humanos.

Tal posicionamento poderia permitir uma escuta do outro que parte do estrangeiro em nós e que busca um saber-fazer na Cultura com o mal-estar subjetivo e coletivo. Nesse sentido, as questões da identidade e da alteridade podem ir mais além da dimensão de segregação e de localização do ódio no outro para que novos modos de práticas sociais sejam criadas. Torna-se cada vez mais urgente dar outros destinos a como podemos responder à polifonia e ao estranho em nós e nos outros, criando laços a partir –ou em torno – do mal-estar que nos é estruturante. Escutar e fazer-com a diferença em sua singularidade – voz única no rico e complexo “concerto do mundo”, como nos diria Alain Didier-Weillxiv.

O ódio à diferença ao qual temos, há séculos, assistido e vivenciado explode com força brutal atualmente em práticas de violência contra corpos que carregam marcas de suas origens geográficas e culturais e/ou de suas escolhas subjetivas. O diferente, o que não é “eu” ou “nós”, acaba podendo ter sua vida em risco. A atual crise migratória evidencia a violência social e institucional face ao estrangeiro de forma chocante.

Neste momento em que, confinados por decisão dos estados ou por escolha pessoal de cuidado ao outro, as notícias nos chegam gritando pelas telas virtuais, dois eventos, em especial, me marcaram quanto a essa questão. Duas possibilidades absolutamente distintas de fazer com a crise e o fluxo migratório. A primeira, a ação policial de despejo de um acampamento de cerca de 500 imigrantes, em sua maioria afegãos, ocorrida na Place de la République de Paris na noite de 23 de novembro de 2020. A segunda, a Operação Acolhidaxv, realizada pelo governo brasileiro desde 2018 em Roraima para responder, ainda que de forma tardia, ao grande fluxo migratório vindo da Venezuela desde 2015 e, assim, acolher os imigrantes venezuelanos no país Rechaçar violentamente ou buscar a inclusão do “estrangeiro” numa cultura, num país. Duas respostas que nos evidenciam a necessidade de refletir sobre a base mesma das questões sociopolíticas em torno da diferença e em como a psicanalise pode nela se inserir em favor da polifonia que caracteriza as expressões humanas.

Trago aqui, para encerrar essa reflexão, as palavras que, na verdade, a inspiraram. Trata-se de um trecho do poema “Estrangeiros”, de Heitor Ferraz Melloxvi, que conheci inicialmente como epígrafe do livro “Azul corvo”, de Adriana Lisboaxvii. Tal poema me impactou profundamente, e pude nele escutar de forma condensada o que aqui tento destrinchar: nossa condição de estrangeiros em nossos corpos e nos espaços sociais em que atuamos, o que nos impele a fazer laço a partir deste ponto em comum que, ao mesmo tempo, exige de nós respostas tão distintas e singulares, singularizantes.

(somos todos estrangeiros

nesta cidade

neste corpo que acorda)xviii

Partindo deste ponto, o desafio da psicanálise é o de estar à escuta de como acordamos e podemos acordar nas cidades e nos corpos, estrangeiros que somos. Mais que isso, a psicanálise deve se posicionar e participar da construção coletiva e humana de reflexão e de ação sobre e na sociedade, sobre e na transmissão do que é humano, sobre e nas mudanças sociais, sobre e na polis. Precisamos tomar posição naquilo que sustentamos e agimos como um ato político que dá espaço às singularidades de vozes na polifonia das cidades.

Temos, portanto, o dever ético de nos abrir e dialogar com as cidades e a sociedade. Não apenas compartilhar nossas reflexões, mas, sobretudo, interagir, dialogar e co-construir caminhos novos para o fazer coletivo. Tomando a sociedade sem adjetivos, posto que é no singular, no subjetivo, que os adjetivos podem surgir. Escutar, portanto, a sociedade como essa rede humana e polifônica que é o mundo. Ele, também, sem adjetivos. Mundo de humanos, no qual, já em nós, somos todos estrangeiros.

i FREUD, Sigmund. (1915) “Lo inconciente”. In: Obras completas, v. 14. Trad. José L. Etcheverry. Buenos Aires: Amorrortu, 2006b. p. 153-214.

ii FREUD, Sigmund. (1930) Le Malaise dans la culture. Trad. Dorian Astor. Paris: Flammarion, 2010.

iii Conforme podemos acompanhar nas considerações lacanianas em torno da voz e da pulsão invocante nos livros 10 e 11 de seu Seminário:

LACAN, Jacques. (1962-1963) O Seminário, livro 10: a angústia. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

LACAN, Jacques. (1964) O seminário, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. 2a. ed. Trad. M. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

iv FREUD, Sigmund. (1950[1895]) “Proyecto de psicología”. In: Obras completas, v.1. Trad. José L. Etcheverry. Buenos Aires: Amorrortu, 2006, p. 323-446.

v LACAN, Jacques. (1961-1962) A identificação. Trad. Ivan Corrêa, Marcos Bagno. Recife: Centro de estudos Freudianos do Recife, 2003, p. 177. Publicação para circulação interna.

vi FREUD, Sigmund. (1920) “Más allá del principio de placer”. In: Obras completas, v. 18. Trad. José L. Etcheverry. Buenos Aires: Amorrortu, 2006. p. 1-62.

vii LACAN, Jacques. (1961-1962) A identificação. Trad. Ivan Corrêa, Marcos Bagno. Recife: Centro de estudos Freudianos do Recife, 2003, p. 75. Publicação para circulação interna.

viii FREUD, Sigmund. (1921). “Psicología de las masas y análisis del yo”. In: Obras completas, vol. 18. Trad. José L. Etcheverry. Buenos Aires: Amorrortu, 1979.

ix FREUD, Sigmund. (1913-1914). Tótem y tabú. Trad. José L. Etcheverry. Buenos Aires: Amorrortu, 2015.

x RIVERA, Tania. Por uma psicanálise a favor da identidade. Cult, 24 set. 2020. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/por-uma-psicanalise-favor-da-identidade/. Consultado em 29/09/2020.

xi FREUD, Sigmund. (1913-1914). Tótem y tabú. Trad. José L. Etcheverry. Buenos Aires: Amorrortu, 2015.

xii RIVERA, Tania. Por uma psicanálise a favor da identidade. Cult, 24 set. 2020. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/por-uma-psicanalise-favor-da-identidade/. Consultado em 29/09/2020.

xiii RIVERA, Tania. Por uma psicanálise a favor da identidade. Cult, 24 set. 2020. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/por-uma-psicanalise-favor-da-identidade/. Consultado em 29/09/2020.

xiv DIDIER-WEILL, Alain. Invocações: Dionísio, Moisés, São Paulo e Freud. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 1999, p. 135.

xv https://brasil.elpais.com/brasil/2020-12-16/oasis-na-era-bolsonaro-operacao-acolhida-corre-contra-o-relogio-antes-da-reabertura-das-fronteiras.html

xvi MELLO, Heitor Ferraz. “Estrangeiro” In: Coisas imediatas (1996-2004). Rio de Janeiro, 7 Letras, 2004.

xvii LISBOA, Adriana. Azul corvo. Rio de Janeiro: Alfagarra, 2014.

xviii MELLO, Heitor Ferraz. “Estrangeiro” In: Coisas imediatas (1996-2004). Rio de Janeiro, 7 Letras, 2004.