Textos

“De que falamos quando falamos de Populismo? Aproximações entre Ernesto Laclau e psicanálise” Por Patrícia Ferreira

Trabalho apresentado no evento De que falamos quando falamos de Populismo?, realizado no dia 23 de agosto de 2017 na PUC-RIO, pelo Departamento de Filosofia. Apresento aqui com algumas alterações. O populismo pode ser considerado uma espécie de buzzword nos debates que circundam a academia e a política, seja no Brasil, seja no ‘velho continente’, …

“Os 18 do presente e o 2018 do futuro” Por Paulo Endo

Publicado originalmente em Jornalistas Livres Os 18 manifestantes, que flagram a teia que pune, cerca e tenta destruir os resistentes, denunciam um sistema repressivo que trabalha para inocular medo em todos. Tal sistema atribula as famílias, invade suas vidas e ameaça o futuro daqueles que resistem. O judiciário, como estamos cansados, exaustos de presenciar, cumpre …

“Arte e loucura se articulam em chave política” – Entrevista com Tania Rivera

Publicado originalmente em Subversos Por Fatima Pinheiro* Conheci Tania Rivera, psicanalista, ensaísta, professora da Universidade Federal Fluminense em um debate sobre Arte e Psicanálise, em 2005, na Universidade Federal Fluminense, e desde esse dia compartilhamos reviramentos na arte e na vida, nos tornamos amigas. Duas semanas atrás fui convidada por Tania para visitar a exposição …

“O Dia em que o Morro descer e não for Carnaval” Por Nayra Ganhito

Título em referência ao samba de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro. Ouça a interpretação de Wilson das Neves e Emicida em: https://youtu.be/qNknjPo72ss. Leia a letra em: https://www.letras.mus.br/wilson-das-neves/1281422/ Publicado originalmente em Boletim Sedes Sapientiae. Existe no samba uma dignidade difícil de exprimir. Uma elegância ou elevação peculiares, sensível por exemplo na figura dos velhos …

“As gerações futuras sentirão vergonha de nós” Por Helenice Rocha

As gerações futuras sentirão vergonha de nós. Sentirão vergonha de nosso silêncio e de nossa apatia. Não haverá certamente nenhum espanto, posto que a brutalidade que estamos permitindo tomar conta do mundo há também de eliminar a possibilidade de espanto e indignação. A brutalidade elimina qualquer espasmo de surpresa. Casos como o da deputada que …

“Por que chamar de supremos e superiores tribunais que assistem o Brasil ir ladeira abaixo?” Por Paulo Endo

A lei permite muitas coisas, inclusive inexoráveis injustiças. Não é preciso gastar muita tinta e papel para, numa olhadela, perceber que os operadores do direito no Brasil são frequentemente flagrados, à luz do dia, cometendo brutais injustiças, envolvidos em corrupções escandalosas, apaniguando e sendo apaniguados por personalidades políticas suspeitas. Podemos relembrar fatos anteriores à miríade …

“Domingo no parque em SP” Por Cristina Barczinski e Sílvia Nogueira de Carvalho

Originalmente publicado no Boletim Online – Jornal digital de membros, alunos e ex-alunos do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, edição 42, junho de 2017. Domingo de manhã acordamos para o que pensávamos que fosse a desconfigurada Virada Cultural e era a violência de Estado desencadeada na surdina por Doria Alckmin, a inaugurar um …

A psicanálise e o neoliberalismo: entrevista com Caterina Koltai, Christian Dunker, Maria Rita Kehl, Nelson da Silva Jr., Paulo Endo e Rodrigo Camargo

Publicado originalmente em LavraPalavra Por Bruna Coelho, Daniela Smid e Pedro Ambra …Fica-se assim com a impressão de que a civilização é algo que foi imposto a uma maioria resistente por uma minoria que compreendeu como obter a posse dos meios de poder e coerção. Evidentemente, é natural supor que essas dificuldades não são inerentes …

O Brasil de cara contra o muro

Publicado originalmente em Carta Maior Em um dos momentos de crise mais complexos da sua história, o Brasil sofre com problemas que alimentam ainda mais o difícil cenário já instalado. A falta de disposição ao diálogo, a busca por culpados e a transformação da política em algo menor, supostamente sem importância para a vida coletiva …

“O boato exequível, plausível e com gosto amargo antecipa e prepara o direita volver e convoca o esquerda prá valer” Por Paulo Endo

Publicado originalmente em Jornalistas Livres A notícia do último dia 05/05 de que a câmara dos deputados preparava a conclusão do golpe postergando as eleições para 2020, depois esclarecida pelo deputado petista Vicente Candido, assustou muitos e correu as redes sociais. Não são poucos os que se lembraram das eleições que nunca ocorreram prometidas para …

“Antimonumentos e a arte de ‘desesquecer’ na nova arte de memória do Brasil” Por Márcio Seligmann-Silva

Na era dos arquivos Ao longo do século XX a humanidade foi submetida a uma espécie de desdobramento paroxístico do Esclarecimento (Aufklärung) e de sua terrível dialética: ao invés do prometido triunfo de uma vida civilizada, racional e livre das peias da incivilização, o processo civilizatório se mostrou violento, genocida, amigo da guerra e da …

“30000: el in-número de la ‘dimensión del crimen masivo’ ” Por Fabiana Rousseaux

Texto originalmente publicado em Agencia Paco Urondo La memoria traumática de los crímenes masivos se reconstruye de un modo específico e implica sobre todas las cosas, un silencio agudo y muchas veces eternizado hasta que un hecho, un acto, una fecha, provocan un movimiento de des-coagulación inesperada, y que no se dieron a conocer hasta …

“Destinos do Desamparo” Por Abrão Slavutzky

Somos desamparados, o desamparo nos acompanha do nascimento à morte. O desamparo está na origem das angústias, tanto a angústia automática quanto a angústia sinal. Há os destinos criativos e os destinos destrutivos do desamparo. Destinos criativos são, por exemplo, as artes, a fraternidade, o trabalho, a vida familiar. Já as drogas são destinos destrutivos, …

“A história do Brasil é uma história de apagamento da violência”, Por Márcio Seligmann-Silva

Publicado originalmente em Goethe-Institut Durante encontro-debate no Goethe-Institut, o teórico e pesquisador Márcio Seligmann-Silva falou em entrevista a Soraia Vilela* sobre a importância da arte como instrumento de construção da memória de períodos arbitrários. Você poderia traçar um paralelo entre a questão na memória nos diversos países latino-americanos com passado de ditadura, considerando todas as …