Projetos e Intervenções

O Vulgar em Haruki Murakami. Agulha nº 11. Carlos Sippert

Haruki Murakami atualmente é um dos mais conhecidos escritores japoneses; seu nome, está ao lado de autores tais como Yukio Mishima, Kenzaburo Oe e Yasunari Kawabatta. Entre suas principais obras estão: Caçando Carneiros (2001),  (2014), 1Q84 (2012), O Incolor Tsukuru(2014). Criticado pelo tradicionalismo japonês[1], seu estilo literário é complicado de ser definido. Neste breve comunicado, …

Suicídio no Trabalho: a falha do empreendedor de si? Agulha nº 10. Elisangela Carpenedo de Mattos

“Sra. V.B. é uma mulher de quarenta e três anos. Ela é executiva em uma empresa high-tech, matemática de formação com pós-graduação em informática. Adorava os estudos, devorava os livros, fazia vários cursos. É admitida em uma empresa onde imediatamente é valorizada e trabalha na concepção de ferramentas informatizadas. Em seguida, passa a trabalhar no …

O fracasso como processo e os sistemas como promotores da criação. Agulha nº 9. Marcelo Armesto dos Santos

  Meu trabalho envolve imagens; parte ou, de alguma forma, sempre volta a elas. E, como forma de manter em mente sua primazia em minha pesquisa poéticas, comecemos por uma delas. Venho desenvolvendo um caderno como uma espécie de índice desorganizado, de manual ao contrário, de repositório de perguntas, de ideias e de trabalhos que …

À espera de imagens ou imagens da espera: como resistir?* Agulha nº 8. Karine Szuchman**

O que se espera? Do que é feita uma espera? Entre aguardar e desejar a espera faz-se limiar. Para dar contorno a essa imagem será preciso rondar. “Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Que esperamos? O que nos espera?” Com essas palavras, Ernest Bloch (2005, p.13) inicia o prefácio de sua obra “O …

Canetas que desarticulam reformas: imagens de retrocessos.* Agulha nº 7. Karla Julliana da Silva Sousa**

Escrevo em meio a um momento conturbado: para mim, que elaboro o projeto de qualificação do mestrado em psicanálise; para o país, que vive uma série de retrocessos políticos. Esses dois aspectos acabam, então, se articulando na minha escrita por estarem, a meu ver, indissociados. Meu projeto, sobre os caminhos de uma clínica psicanalítica em …

Ser equilibrista: tempos, destempos e contratempos.* Agulha nº 6. Maira da Costa**

  A proposta desse texto é poder traçar um fio entre clínica, arte e política. São emaranhados de palavras que aos poucos vão dando lugar aos (des)enlaces da escrita. Nesse sentido, o fio que sustenta tais formulações segue um breve roteiro: inicia a partir da questão sobre a clínica com crianças e os tempos do …

Feminismo(s) como utopia. Agulha nº 5. Carolina Eidelwein¹

Em 1405, Cristina de Pizán, uma precursora da escrita profissional na literatura francesa, toma a palavra – em um período histórico em que não era algo trivial uma mulher fazê-lo – e trata de escrever uma história das mulheres desde uma perspectiva feminina. Ela publica O Livro da Cidade das Mulheres², considerado uma clara antecipação …

Título provisório de um texto inacabado: Sobre rasuras, esboços e utopias. Agulha nº 3. Ariane Santellano*

“E começo aqui e meço aqui este começo. O que importa não é a viagem mas o começo da”. Pego emprestadas as palavras de Haroldo de Campos[1] do seu “Galáxias” para rasgar a folha em branco, ainda não escrita, ainda não pintada, ainda não rasurada, ainda não. O cru da folha em branco, tela em …

O que é um lugar?* Agulha II. Léo Tietboehl**

O que é um lugar? *Trabalho apresentado originalmente no seminário Agulhas para desativar bombas, realizado em dezembro de 2017  pelo Laboratório de Pesquisa em Psicanálise Arte e Política/ UFRGS.  **Léo Tietboehl é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Psicanálise: Clínica e Cultura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realiza atualmente o Percurso em …

Panteras e Escorpiões: veneno e utopia. Agulha I. Edson Luiz André de Sousa

Tendo em vista as represálias ocorridas no final do ano passado a professores nas universidades do Brasil, que ferem a possibilidade da construção do pensamento livre , tentando nos encurralar nas máquinas de produção hegemônicas e mortíferas,  a plataforma Psicanalistas pela Democracia em parceria com o Laboratório de Pesquisa em Psicanálise Arte e Política / …

HIATUS: A MEMÓRIA DA VIOLÊNCIA DITATORIAL NA AMÉRICA LATINA. REGISTRO III : Arte como memória do mal e espaço de ação (parte II). Marcio Seligmann-Silva

O encontro “Arte como Memória do Mal e Espaço de Ação” é um desdobramento da exposição “Hiatus: A Memória da Violência Ditatorial na América Latina” que acontece no Memorial da Resistência/Estação Pinacoteca entre 21 de outubro de 2017 e 13 de março de 2018. No contexto do IEA-USP esse encontro está integrado às atividades do …

HIATUS: A MEMÓRIA DA VIOLÊNCIA DITATORIAL NA AMÉRICA LATINA. REGISTRO II – Arte como Memória do Mal e Espaço de Ação (Parte I)

REGISTRO II “O encontro “Arte como Memória do Mal e Espaço de Ação” é um desdobramento da exposição “Hiatus: A Memória da Violência Ditatorial na América Latina” que acontece no Memorial da Resistência/Estação Pinacoteca entre 21 de outubro de 2017 e 13 de março de 2018. No contexto do IEA-USP esse encontro está integrado às …

HIATUS: A MEMÓRIA DA VIOLÊNCIA DITATORIAL NA AMÉRICA LATINA. REGISTRO I

No dia 13/10/2017 publicamos aqui um texto-convite para Hiatus: a Memória da Violência Ditatorial na América Latina, exposição com curadoria do Marcio Seligmann-Silva, que tem a proposta de refletir sobre a memória das ditaduras na América Latina, com destaque para o Brasil, a Argentina e o Chile. Recentemente o Instituto de Estudos Avançados, IEA/USP disponibilizou três registros sobre a …

HIATUS: A MEMÓRIA DA VIOLÊNCIA DITATORIAL NA AMÉRICA LATINA – Marcio Seligmann-Silva

      “HIATUS: a Memória da Violência ditatorial na América Latina” TEXTO DO CURADOR – Marcio Seligmann-Silva   “Hiato” é uma palavra derivada do latim “hiatus” que remete às noções de falta, lacuna, interrupção, abismo. Ao propor uma exposição voltada para a memória das ditaduras na América Latina, calcada nesse universo semântico, enfatizamos tanto …

Eu + 1: uma jornada de saúde mental na Amazônia

Ao iniciarmos nosso projeto de escuta aos ribeirinhos atingidos pela hidrelétrica de Belo Monte, compreendemos que seria importante registrar a construção da Clínica de Cuidado e a experiência singular desta equipe voluntária durante sua atuação no território. Produzimos então um documentário, que narra nossa jornada de atenção em saúde mental na Amazônia. “EU+1” narra a …

Clínica Aberta de Psicanálise

Vivemos um momento de grandes impasses políticos, econômicos e ecológicos que exigem da psicanálise o deslocamento de suas crenças originais de modo a escutar as singularidades das experiências contemporâneas. A Clínica Aberta de Psicanálise vem do desejo de um grupo de analistas de que a psicanálise possa existir para além do consultório privado, de forma …

Os 111 nomes do Carandiru

INTERVENÇÃO CARANDIRU 111 Dia: 02 de novembro (quarta-feira) Hora: 15h30min Local: Em frente ao Memorial do Rio Grande do Sul (Praça da Alfândega) Realização: Site Psicanalistas pela Democracia (http://psicanalisedemocracia.com.br) e Laboratório de Pesquisa em Psicanálise, Arte e Política da UFRGS (LAAP/ UFRGS)     Será nesta quarta-feira (02 de novembro – Dia dos Mortos), a partir …