Projetos e Intervenções

Ocupação Vladimir Herzog: Memória Viva – por Bruno Fedri

Logo na entrada, telas superfinas que refletem fotos do cotidiano do Rio de Janeiro se interpõem diante dos olhos do (a) visitante. Uma mãe beijando seu filho, uma avó com sua neta sobre seu colo, um sorriso de uma mulher cuja atenção compete com o perfil de um cavalo de ferro alardeado numa praça. Imagens …

Resolução Nº003/2018. PPG Psicanálise: Clínica e Cultura/UFRGS.

O Conselho do Programa de Pós-Graduação em Psicanálise: Clínica e Cultura (PPGCLIC), no uso de suas atribuições, passa a adotar e regulamentar uma política de ações afirmativas para ingresso, acompanhamento e permanência de discentes negro(a)s, indígenas, transexuais, travestis, pessoas com deficiência (conforme Lei Nº 13.146 de 06/07/2015) e pessoas graduadas da rede privada de ensino …

NOTAS SOBRE A EXPERIÊNCIA A CASA. Agulha nº 19. Camila Leichter

Com esse último texto chegamos ao final da longa série de textos do trabalho realizado pelo Laboratório de Pesquisa Psicanálise, Arte e Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (LAPPAP/UFRGS) em 2017. Ao longo de vinte e seis semanas, Psicanalistas pela Democracia publicou no site/página os textos inéditos produzidos e apresentados no encontro …

E A CASA CAIU: POTÊNCIAS E SUTILEZAS EM UMA DERIVA ENTRE QUATRO PAREDES. Agulha nº 18. LUCIANE BUCKSDRICKER

A deriva iniciada no espaço público costumava ser o ponto de partida e gatilho para minha produção artística inicial. A partir das andanças “ao acaso”[1] pelas ruas das cidades e de fotografias feitas pelo caminho público, o trabalho ganhava corpo e sentido no âmbito privado. Ao longo do tempo, as derivas passaram a ser direcionadas, …

Sobre a Distopia para uma Utopia. Por uma poética que desvele a violência. Agulha n° 17. Eduardo Monteiro

“Não sabemos por que determinadas coisas nos tocam. É verdade, adoro os vermelhos, os azuis, os amarelos, a gordura da carne. Somos carne, não é mesmo? Quando vou ao açougue, acho sempre surpreendente não estar ali, no lugar dos nacos de carne. E depois há um verso de Ésquilo que me obceca: ‘O cheiro do …

e eles entram no espaço que teu olhar envolve.* Agulha nº 13. Elisandro Rodrigues

De duas sugestões sugestão: 1) Para o melhor funcionamento da leitura, e do texto, mantenha próximo ao olhar o relógio, toda vez que aparecer no texto 00:00:00 você troca pelo horário local em que está lendo.   2) Antes de iniciar a leitura desse texto recomenda-se o seguinte exercício, para melhor acompanhar os instantes utópicos, …

Deslocamentos e desenhos: a ação de desenhar como resistência. Agulha nº 12. Elias de Andrade

Ensaio visual —————- 16 12 2017 Título: Deslocamentos e desenhos: a ação de desenhar como resistência Palavras-chave: desenho, deslocamento e resistência. Resumo: Deslocar-se de um local para outro e novos apalpamentos de se colocar nesses locais, tanto daquele que deixamos quanto daquele a que chegamos.   O seminário “Agulhas para desativar bombas”, foi intenso. Em …

O Vulgar em Haruki Murakami. Agulha nº 11. Carlos Sippert

Haruki Murakami atualmente é um dos mais conhecidos escritores japoneses; seu nome, está ao lado de autores tais como Yukio Mishima, Kenzaburo Oe e Yasunari Kawabatta. Entre suas principais obras estão: Caçando Carneiros (2001),  (2014), 1Q84 (2012), O Incolor Tsukuru(2014). Criticado pelo tradicionalismo japonês[1], seu estilo literário é complicado de ser definido. Neste breve comunicado, …

Suicídio no Trabalho: a falha do empreendedor de si? Agulha nº 10. Elisangela Carpenedo de Mattos

“Sra. V.B. é uma mulher de quarenta e três anos. Ela é executiva em uma empresa high-tech, matemática de formação com pós-graduação em informática. Adorava os estudos, devorava os livros, fazia vários cursos. É admitida em uma empresa onde imediatamente é valorizada e trabalha na concepção de ferramentas informatizadas. Em seguida, passa a trabalhar no …

O fracasso como processo e os sistemas como promotores da criação. Agulha nº 9. Marcelo Armesto dos Santos

  Meu trabalho envolve imagens; parte ou, de alguma forma, sempre volta a elas. E, como forma de manter em mente sua primazia em minha pesquisa poéticas, comecemos por uma delas. Venho desenvolvendo um caderno como uma espécie de índice desorganizado, de manual ao contrário, de repositório de perguntas, de ideias e de trabalhos que …

À espera de imagens ou imagens da espera: como resistir?* Agulha nº 8. Karine Szuchman**

O que se espera? Do que é feita uma espera? Entre aguardar e desejar a espera faz-se limiar. Para dar contorno a essa imagem será preciso rondar. “Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Que esperamos? O que nos espera?” Com essas palavras, Ernest Bloch (2005, p.13) inicia o prefácio de sua obra “O …

Canetas que desarticulam reformas: imagens de retrocessos.* Agulha nº 7. Karla Julliana da Silva Sousa**

Escrevo em meio a um momento conturbado: para mim, que elaboro o projeto de qualificação do mestrado em psicanálise; para o país, que vive uma série de retrocessos políticos. Esses dois aspectos acabam, então, se articulando na minha escrita por estarem, a meu ver, indissociados. Meu projeto, sobre os caminhos de uma clínica psicanalítica em …

Ser equilibrista: tempos, destempos e contratempos.* Agulha nº 6. Maira da Costa**

  A proposta desse texto é poder traçar um fio entre clínica, arte e política. São emaranhados de palavras que aos poucos vão dando lugar aos (des)enlaces da escrita. Nesse sentido, o fio que sustenta tais formulações segue um breve roteiro: inicia a partir da questão sobre a clínica com crianças e os tempos do …

Feminismo(s) como utopia. Agulha nº 5. Carolina Eidelwein¹

Em 1405, Cristina de Pizán, uma precursora da escrita profissional na literatura francesa, toma a palavra – em um período histórico em que não era algo trivial uma mulher fazê-lo – e trata de escrever uma história das mulheres desde uma perspectiva feminina. Ela publica O Livro da Cidade das Mulheres², considerado uma clara antecipação …

Título provisório de um texto inacabado: Sobre rasuras, esboços e utopias. Agulha nº 3. Ariane Santellano*

“E começo aqui e meço aqui este começo. O que importa não é a viagem mas o começo da”. Pego emprestadas as palavras de Haroldo de Campos[1] do seu “Galáxias” para rasgar a folha em branco, ainda não escrita, ainda não pintada, ainda não rasurada, ainda não. O cru da folha em branco, tela em …