Artigos

“Artinclusão”: a linguagem simbólica do desenho e da pintura como ferramenta de produção de vida entre adolescentes em conflito com a lei. Aloizio Pedersen

RESUMO: Neste artigo apresentamos a experiência em arte-educação[1] desenvolvida entre os anos de 2013 e 2016 com adolescentes em medida de privação de liberdade na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo de Porto Alegre (FASE/RS). O projeto é uma iniciativa de um professor, com o apoio da Secretaria Estadual de Educação e executado na Escola Tom Jobim, …

Sobre(vivência) da violência: os rastros silenciados da ditadura civil-militar brasileira . Gabriela Weber Itaquy e Edson Luiz André de Sousa.

Resumo: A violência de Estado exercida ao longo do período da ditadura civil-militar brasileira deixou como consequência inúmeras marcas e não ditos sociais, além da produção de um trauma individual àqueles que sofreram diretamente com a violência imposta e com o desaparecimento dos seus familiares. Nessa via, ao adentrarmos no campo do traumático, tornou-se essencial …

PSICANÁLISE, CAMPO PÚBLICO E SAÚDE MENTAL. Uma articulação necessária entre política e clínica . Luciano Elia

Que relação poderia a Psicanálise ter com o campo público? Parto desta pergunta, antes mesmo de, neste campo, situar o “setor” saúde. Não me parece trivial esta relação, e ela se manteve sob um certo véu de recalque ao longo de toda a história do movimento psicanalítico, embora, desde sempre (como aliás acontece com o …

“Corpos neutros, abjetos e femininos: a insígnia do mal”, Por Paulo Endo

O "Nêmesis da Negligência": Jack, o Estripador, um fantasma assombrando Whitechapel, representando a negligência social, em uma charge de Punch, de 1888.

A copa terminou mas deixou em seu rastro as violências políticas, as violências contras as mulheres, as violências de um esporte feito por homens, para os homens e pelos homens e o comportamento vexatório de governos, turistas e torcedores num país sede que teme suas próprias verdades e pune e extermina os opositores do governo.  …

“Manicômios, prisões e liberdade: entre o pessimismo da razão e o ideal de igualdade”

Publicado originalmente em Revista Lacuna Por André Ricardo Nader Não se deve perguntar qual é o regime mais duro, ou o mais tolerável, pois é em cada um deles que se enfrentam as liberações e as sujeições. Gilles Deleuze, Conversações Parte 1 | Franco Basaglia e o campo de concentração brasileiro O ano era 1979, …